Você já ouviu falar em empreendedorismo feminino e ficou curiosa para entender o que está por trás desse conceito? Esse é um movimento que vai além da abertura de um negócio: ele representa autonomia, liderança e, principalmente, transformação.

Cada vez mais mulheres estão assumindo o protagonismo no mercado, enfrentando desafios e conquistando espaços que antes pareciam distantes. Quer descobrir o que isso significa na prática e por que ele tem ganhado tanta força?

Então, continue lendo este artigo do Carrefour Soluções Financeiras, porque este conteúdo foi feito especialmente para você!

O que é empreendedorismo feminino?

De antemão, o empreendedorismo feminino é a prática de criar, gerir e liderar negócios por mulheres, seja de forma individual ou em equipe. Esse conceito envolve protagonismo, autonomia e a busca por oportunidades em um mercado que, historicamente, foi dominado por homens.

Ele também engloba iniciativas que fortalecem a presença feminina em cargos de liderança e a tomada de decisão, promovendo assim a diversidade e o impacto social. Em suma, é sobre transformar ideias em realidade e conquistar espaço com inovação e coragem.

O Dia do Empreendedorismo Feminino

Reconhecendo a importância do empreendedorismo feminino para reduzir desigualdades, valorizar a diversidade e impulsionar a economia global, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 2014, o Dia do Empreendedorismo Feminino, celebrado no dia 19 de novembro.

Essa data tem como objetivo chamar a atenção para o impacto econômico e social das mulheres empreendedoras, incentivando políticas que promovam a igualdade. 

A iniciativa é coordenada pela ONU Mulheres, braço da entidade que atua na defesa dos direitos humanos das mulheres e na promoção da equidade de gênero. Inclusive, esse dia é um convite para refletir sobre os desafios enfrentados pelas empreendedoras e para apoiar ações que ampliem oportunidades e reconhecimento.

Quais são os desafios do empreendedorismo feminino?

É importante evidenciar que as mulheres empreendedoras lidam com desafios estruturais que vão além das barreiras típicas, como a gestão e a concorrência. 

Dados do Sebrae mostram que apesar de haver um recorde histórico de 10,35 milhões de empreendedoras no Brasil, ainda existe uma grande disparidade de renda: elas ganham, em média, 24,4% menos do que homens que tocam negócios similares. E essa diferença é ainda mais acentuada para mulheres negras, cuja renda é 47,5% menor do que a das mulheres brancas.

Outro obstáculo significativo é o acesso ao crédito: segundo levantamento do Instituto Rede Mulher Empreendedora (RME), 26,3% das mulheres que solicitaram empréstimo tiveram o pedido negado, e quase 30,5% dessas mulheres denunciaram discriminação no processo, sobretudo por gênero, raça ou classe social. Além disso, 74,5% recorrem ao empréstimo pessoal mesmo sendo empresárias, o que dificulta o crescimento dos seus negócios.

A dupla ou tripla jornada, por sua vez, também pesa no empreendedorismo feminino. O Banco Central identificou que microempreendedoras têm uma receita 31% menor do que homens, por dividirem o tempo entre o negócio e afazeres domésticos ou familiares.

Apesar desses entraves, iniciativas como políticas públicas, capacitação e redes de apoio estão surgindo para tornar essas dificuldades em oportunidades reais de crescimento e de igualdade.

Por que apoiar o empreendedorismo feminino?

Agora que você conhece os desafios enfrentados pelas mulheres, veja por que esse apoio é fundamental:

  • Impacto direto na economia: mulheres empreendedoras movimentam bilhões e geram empregos a partir de suas comunidades locais;
  • Sustento familiar: 45% das empreendedoras brasileiras são chefes de família, segundo o Sebrae;
  • Redução das desigualdades: incentivar negócios liderados por mulheres ajuda a diminuir a disparidade de gênero e ainda promove a inclusão social;
  • Transformação social: empreender é, sim, uma ferramenta para a autonomia, autoestima e protagonismo feminino.

5 exemplos de empreendedorismo feminino para se inspirar

Ainda que existam desafios pela frente, existem histórias reais que mostram que empreender é possível. As empreendedoras femininas que começaram lá atrás transformaram as suas ideias em negócios de sucesso e hoje são referências no Brasil e no mundo. Inspire-se com exemplos:

1. Luiza Helena Trajano

À frente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano revolucionou o varejo brasileiro com estratégias e foco na digitalização. Ademais, ela é atualmente uma das maiores vozes na defesa da diversidade e inclusão, liderando iniciativas como o Grupo Mulheres do Brasil.

2. Camila Farani

Investidora-anjo e ex-shark do programa Shark Tank Brasil, Camila é referência em inovação e startups. Fundadora da G2 Capital, ela atua para conectar empreendedores e investidores e incentiva o protagonismo feminino no ecossistema de negócios.

3. Nathalia Arcuri

Fundadora do Me Poupe!, Nathalia tornou a educação financeira no Brasil em um negócio digital de grande impacto. Sua missão é ensinar milhões de pessoas a lidar melhor com o dinheiro, democratizando o acesso à informação financeira.

4. Rachel Maia

Ex-CEO da Lacoste e Tiffany & Co. no Brasil, Rachel é um exemplo de liderança feminina no mercado corporativo. Hoje, ela se dedica a projetos que promovem a diversidade e a inclusão, inspirando mulheres a ocuparem espaços estratégicos.

5. Ana Fontes

Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana é uma das principais vozes no fortalecimento do empreendedorismo feminino no Brasil. Sua atuação inclui a capacitação, networking e apoio para mulheres que desejam iniciar ou expandir os seus negócios.

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Apoie e fortaleça o empreendedorismo feminino

O empreendedorismo feminino é muito mais do que abrir negócios: trata-se de criar oportunidades, reduzir desigualdades e gerar impacto positivo na sociedade. Cada mulher que decide empreender carrega consigo uma história de coragem e resiliência, e quando ela prospera, toda a comunidade cresce junto.

Apoiar esse movimento significa investir em inovação, diversidade e desenvolvimento econômico sustentável. Seja oferecendo capacitação, crédito, visibilidade ou simplesmente escolhendo consumir de empreendedoras, cada atitude conta. No fim das contas, o futuro dos negócios é inclusivo, e você pode fazer parte dessa transformação.