Governança e Riscos
.:: 1. Relatório
Contexto Corporativo E Mercadológico
O Banco CSF S.A. é um dos principais emissores de cartão de crédito no Brasil com uma base de mais de 11 milhões de plásticos emitidos, crescimento de aproximadamente 3% em relação a junho 2009.
No ano de 2007 passou a oferecer o cartão com a bandeira Visa, que até o fim do primeiro semestre de 2010 já representa mais do que 20% da base de contas. Ainda como parte da estratégia de manutenção e fidelização dos clientes, foi lançado no primeiro semestre de 2010, o cartão com a bandeira Mastercard, que já corresponde com 1% da base total de contas.
Os cartões bandeirados passaram a compor o portfólio do Banco, com o propósito de ampliar a rede de aceitação, aumentando as opções de utilização pelos clientes e agregando valor ao produto. Vinculado aos cartões, o Banco CSF S.A. também oferece serviços como saque, pagamento de contas, parcelamento de fatura, seguros em parceria com seguradoras do mercado, e ainda benefícios e descontos para a utilização do cartão dentro das lojas Carrefour, intensificando a idéia de solução financeira para o cliente.
Os novos produtos e as parcerias feitas em 2009 auxiliaram a consolidação da participação do Cartão Carrefour no mercado em 2010. Até o final do primeiro semestre deste ano o faturamento dos cartões já apresenta um aumento de quase 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desempenho Econômico-Financeiro – Consolidado
Ativos e Passivos
O Ativo total consolidado do Banco CSF atingiu R$ 2,5 bilhões, revelando evolução de 13% nos últimos doze meses. Os ativos circulantes, de R$ 2,2 bilhões, são 25% superiores aos passivos de curto prazo.
Ao final do primeiro trimestre, as operações de crédito somaram R$ 2,2 bilhões, evolução de 3,9% em relação a dezembro do ano anterior e 11,5% em relação a junho do ano anterior. As operações de crédito classificadas nas faixas de menor risco, de “AA” até “C”, representam 83,15% do total das operações de crédito, ante 81,08% em dezembro de 2009.
O percentual da provisão para risco de operações de crédito posicionou-se em 13,4% ante 14,7% em dezembro de 2009.
Considerações Finais
Finalizando, vale registrar as favoráveis perspectivas de desempenho da economia brasileira, evidenciadas pelo destacado crescimento da produção industrial e do comércio varejista no primeiro trimestre, e a crença dos agentes econômicos em um crescimento do PIB da ordem de 7,0% em 2010.
Nesse contexto, o Banco CSF tem mostrado plena sintonia com o desenvolvimento econômico do Brasil e continuará envidando elevados esforços para o aproveitamento das melhores oportunidades de negócios com observância de seu posicionamento estratégico. A Administração acredita na manutenção do crescimento econômico para os próximos anos e considera que a gestão da qualidade do crédito permanece como o aspecto principal a ser observado
.:: 2. Estrutura de Gestão de Riscos
GRC – Gestão de Riscos e Compliance
Área responsável pelo gerenciamento de riscos da instituição, reportando-se diretamente ao diretor-presidente.
Como parte do processo governança corporativa no gerenciamento dos riscos inerentes ao mercado financeiro, o Banco CSF S.A. instituiu o Comitê de Ativos e Passivos, do qual participam diretores e membros de cargos gerenciais das seguintes áreas da instituição: Tesouraria, Controladoria, Risco de Crédito, Planejamento Financeiro, Administrativo Financeiro e Gestão de Riscos e Compliance. O comitê é responsável pela definição de capital mínimo desejado pela instituição, limites operacionais para os riscos de mercado, liquidez e crédito, além de acompanhar o cumprimento da regulamentação aplicável, por meio de relatórios, estudos e informações elaborados pelas equipes envolvidas.
O gerenciamento de riscos do Banco CSF S.A. está baseado em políticas internas, que atendem à regulamentação vigente e são aprovadas pelo conselho de administração.
Os produtos de tesouraria são classificados na carteira de não-negociação, tendo seus riscos baseados em taxas de juros pré-fixados e pós-fixados. O Banco CSF S.A. também tem uma carteira de produto com risco cambial, representando apenas 0,03% das operações de tesouraria da instituição. .:: 3. Risco Operacional
Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou eventos externos. A estrutura prevê a identificação, avaliação, monitoramento, controle e planos de ação para a mitigação de riscos operacionais.
O Banco CSF S.A. estabeleceu, em sua Política de Gerenciamento de Controles Internos e Risco Operacional, os papéis e responsabilidades de cada um na organização, bem como o comprometimento da alta administração e gerências para correção tempestiva dos riscos identificados, respeitando as estratégias da instituição, agregando valores a seus acionistas e solidez no mercado financeiro.
Metodologia de Gestão
Gestão dos Riscos
O processo de gestão de risco operacional baseia-se em uma metodologia própria, demonstrado no macro fluxo abaixo:

Base de perdas Operacionais
Monitoramento Contábil
Como parte da Gestão de Riscos Operacionais, A GRC – Controles Internos e Riscos implementou uma estrutura para registros das Perdas Financeiras com a criação de contas contábeis internas específicas. As evidências documentais das perdas financeiras ficam registradas e arquivadas em meio eletrônico no sistema de gerenciamento de riscos operacionais.
Registro de ocorrências
A área de Gestão de Riscos e Compliance – Controles Internos e Riscos, utiliza ferramenta para registro das ocorrências efetivas de situações de risco operacional, tendo estas incorrido em perda financeira ou não. O objetivo do trabalho é o estabelecimento de uma base de perdas (efetivas ou prováveis), de forma a possibilitar a avaliação do impacto na continuidade dos negócios, de forma a que sejam estabelecidos planos de ação para correções.
Metodologia para cálculo da alocação de capital regulatório
Em Janeiro 2010, como resultado da melhoria na gestão dos Riscos Operacionais e Controles Internos, a instituição alterou sua metodologia de alocação de capital passando para método “Padronizado Alternativo Simplificado”, reduzindo significativamente a alocação de capital para risco operacional – Popr.
.:: 4. Risco de Mercado
Risco de Mercado é a possibilidade de perdas decorrentes da flutuação nos valores de posições detidas por uma instituição financeira. O Banco CSF S.A.utiliza modelos e metodologias praticadas pelo mercado, como o V@R Paramétrico (V@R – Riskmetrics), para obtenção do V@R (Valor no Risco) e teste de estresse com base em cenários aprovados pela diretoria, bem como Backtest para validação dos cálculos do sistema de gestão de riscos. Em junho de 2010, o V@R de Risco de Mercado calculado pelo Banco CSF S/A, assumindo horizonte de tempo de 01 dia, representou 0,04% do Patrimônio Líquido Ajustado, indicando baixo risco em suas posições e estratégia conservadora. .:: 5. Risco de Liquidez
Risco de Liquidez é a possibilidade de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis. O Banco CSF S.A, faz a gestão diária de fluxo de caixa das operações com prazos de liquidação inferiores a 90 (noventa) dias, por meio de controles e modelos que identifiquem possíveis descasamentos que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição. Periodicamente, são realizados testes de estresse e aderência ao modelo utilizado no gerenciamento, baseando-se nos saldos de entradas e saídas que compõem o fluxo de caixa, fazendo um comparativo entre as bases estimadas e realizadas.
Tal gerenciamento serve de base para o controle das linhas de contingência para cobertura da liquidez em tempos de crise. .:: 6. Risco de Crédito
Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras, como: desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador; redução de ganhos ou remunerações; vantagens concedidas na renegociação e custos de recuperação. A instituição conta com uma Diretoria de Riscos de Crédito que zela pela qualidade dos ativos do Banco CSF S.A., quando da concessão do crédito, assegurando que estejam em linha com a estratégia definida e aprovada pelos acionistas, respeitando a cultura e valores por eles preceituados de forma a garantir o cumprimento das normas. Adicionalmente, para o cumprimento da Resolução 3721/09 do CMN, a instituição definiu em abril de 2010 políticas, processos e procedimentos adequados ao porte da instituição, para gerenciamento de risco de crédito.
Sistema de Informações de Crédito (SCR)
.:: 1. O que é o SCR?
É um banco de dados constituído por informações sobre o montante das operações com características de crédito e suas eventuais garantias realizadas por pessoas físicas e jurídicas junto às instituições financeiras no Brasil. .:: 2. Qual a finalidade e uso do SCR?
- Prover o Banco Central de informações sobre o montante dos débitos e responsabilidades decorrentes de operações com características de crédito realizadas junto às instituições financeiras por ele fiscalizadas, com o objetivo de avaliar o risco de crédito a que estão expostas essas instituições e de proteger os recursos depositados pelos cidadãos.
- Permitir o intercâmbio destas informações entre as instituições financeiras a fim de subsidiar decisões de crédito e negócios. .:: 3. Forma de consulta às informações do SCR:
As informações constantes do SCR, referentes ao histórico dos clientes dos últimos 13 meses, somente podem ser consultadas pelas instituições financeiras mediante prévia autorização do cliente, sendo que este poderá acessar seus dados no SCR por meio da Central de Atendimento ao Cidadão do Banco Central. .:: 4. Como alterar as informações do SCR?
As manifestações de discordância e os pedidos de correções, exclusões e registro de medidas judiciais devem ser dirigidos à instituição financeira responsável pela informação por meio de requerimento escrito e fundamentado do cliente, acompanhado da respectiva decisão judicial, quando for o caso.
Para mais informações, consulte o site do Banco Central do Brasil (www.bacen.gov.br).
O relatório abaixo apresenta as informações do Banco CSF S.A requeridas pela Circular 3.477/2009, emitida pelo Banco Central do Brasil, que dispõe a respeito da divulgação de informações relativas ao gerenciamento de riscos efetuado pelas instituições financeiras.
Relatório Circular 3477 - Pilar III 4T10
Relatório Circular 3477 - Pilar III 1T11
Relatorio Circular 3477 - Pilar III 2T11
Relatorio Circular 3477 - Pilar III 3T11