Governança e Riscos
.:: 1. Relatório
Contexto Corporativo e Mercadológico O Banco CSF S.A. encerrou o ano de 2011 com uma base de mais de 12,6 milhões de plásticos emitidos, crescimento de aproximadamente 10% em relação à 2010. Em 2011 a base de cartões bandeirados (Visa e MasterCard) representou 29,3% da base total de cartões. Essa nova composição da base de cartões do Banco CSF, é consequência da estratégia de manutenção e fidelização de clientes adotada em 2007, quando passou a oferecer o cartão com a bandeira Visa, e no primeiro semestre de 2010 passou a ofertar cartão com a bandeira MasterCard. Os cartões bandeirados passaram a compor o portfólio do Banco, com o propósito de ampliar a rede de aceitação, aumentando as opções de utilização pelos clientes e agregando valor ao produto. Vinculado aos cartões, o Banco CSF S.A. também oferece serviços como saque, pagamento de contas, parcelamento de fatura, seguros em parceria com seguradoras do mercado, e ainda benefícios e descontos para a utilização do cartão dentro das lojas Carrefour, intensificando a ideia de solução financeira para o cliente. No final de 2011 o faturamento teve um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior.
Desempenho Econômico-Financeiro – Consolidado Ativos e Passivos O Ativo total consolidado do Banco CSF atingiu R$ 2,8 bilhões. Os ativos circulantes, de R$ 2,3 bilhões, são 22,4% superiores aos passivos de curto prazo. Ao final do exercício de 2011, as operações de crédito somaram R$ 2 bilhões. As operações de crédito classificadas nas faixas de menor risco, de “AA” até “C”, representam 81,2% do total das operações de crédito, ante 84,9% em dezembro de 2010. O percentual da provisão para risco de operações de crédito em 2011 posicionou-se em 13,7% ante 11,3% em dezembro de 2010. Considerações Finais As incertezas sobre o futuro da economia mundial preocupam, porém a economia brasileira demonstrou maturidade no ano de 2011 e lidou com as situações adversas de forma que não impactam bruscamente a economia. O Banco CSF acredita que o governo encontrará forma de reaquecer a economia em 2012, e propor-se a participar do crescimento econômico do país. .:: 2. Estrutura de Gestão de Riscos
GRC – Gestão de Riscos e Compliance A GRC, área responsável pelo gerenciamento de riscos da instituição, reportando-se diretamente ao diretor-presidente. Como parte do processo de governança corporativa no gerenciamento dos riscos inerentes ao mercado financeiro, o Banco CSF S.A. instituiu o Comitê de Ativos e Passivos, do qual participam diretores e membros de cargos gerenciais das seguintes áreas da instituição: Tesouraria, Controladoria, Risco de Crédito, Planejamento Financeiro, Administrativo Financeiro e Gestão de Riscos e Compliance. O comitê é responsável pela definição de capital mínimo desejado pela instituição, limites operacionais para os riscos de mercado, liquidez e crédito, além de acompanhar o cumprimento da regulamentação aplicável, por meio de relatórios, estudos e informações elaborados pelas equipes envolvidas. O gerenciamento de riscos do Banco CSF S.A. está baseado em políticas internas, que atendem à regulamentação vigente e são aprovadas pelo conselho de administração. Conforme políticas internas e vinculadas as políticas do Grupo Carrefour, o Banco CSF não possui posição de Tesouraria de alto risco, a carteira da instituição é classificada como Banking (Não-Negociação). .:: 3. Risco Operacional
Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou eventos externos. A estrutura prevê a identificação, avaliação, monitoramento, controle e planos de ação para a mitigação de riscos operacionais. O Banco CSF S.A. estabeleceu, em sua Política de Gerenciamento de Controles Internos e Risco Operacional, os papéis e responsabilidades de cada um na organização, bem como o comprometimento da alta administração e gerências para correção tempestiva dos riscos identificados, respeitando as estratégias da instituição, agregando valores a seus acionistas e solidez no mercado financeiro. Metodologia de Gestão Gestão dos Riscos O processo de gestão de risco operacional baseia-se em uma metodologia própria, demonstrado no macro fluxo abaixo:

Base de perdas Operacionais Monitoramento Contábil Como parte da Gestão de Riscos Operacionais, A GRC – Riscos implementou uma estrutura para registros das Perdas Financeiras, com a criação de contas contábeis internas específicas, segregando a contas conforme a Res. 3380 do CMN, para monitoramento dos registros contábeis de perdas. Os registros das perdas operacionais estão consolidados em um único sistema, facilitando a consulta e extração das informações, melhorando o gerenciamento e tomada de decisões de decisões relacionadas a este risco. Registro de ocorrências A área de Gestão de Riscos e Compliance – Controles Internos e Riscos, utiliza ferramenta para registro das ocorrências efetivas de situações de risco operacional, tendo estas incorrido em perda financeira ou não. O objetivo do trabalho é o estabelecimento de uma base de perdas (efetivas ou prováveis), de forma a possibilitar a avaliação do impacto na continuidade dos negócios, de forma a que sejam estabelecidos planos de ação para correções. Metodologia para cálculo da alocação de capital regulatório Em Janeiro 2010, como resultado da melhoria na gestão dos Riscos Operacionais e Controles Internos, a instituição alterou sua metodologia de alocação de capital passando para método “Padronizado Alternativo Simplificado”, reduzindo significativamente a alocação de capital para risco operacional – Popr. .:: 4. Risco de Mercado
Risco de Mercado é a possibilidade de perdas decorrentes da flutuação nos valores de posições detidas por uma instituição financeira. A política do Banco CSF em relação a riscos de mercado é conservadora, mantendo baixos níveis de exposição. As estratégias e os limites são definidos pelo Comitê de Ativos e Passivos (ALCO) e seu cumprimento acompanhado e controlado pela área de Gestão de Riscos, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. Os produtos de tesouraria são classificados na carteira de não-negociação, tendo seus riscos baseados em taxas de juros pré-fixados e pós-fixados. O risco cambial detido pelo CSF representada 0,02% da carteira, sendo que esta posição existe para cobertura de compras em moeda estrangeira, realizada pelos clientes do cartão Carrefour no exterior. .:: 5. Risco de Liquidez
Risco de Liquidez é a possibilidade de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis. O Banco CSF S.A, faz a gestão diária de fluxo de caixa das operações com prazos de liquidação inferiores a 90 (noventa) dias, por meio de controles e modelos que identifiquem possíveis descasamentos que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição. Periodicamente, são realizados testes de estresse e aderência ao modelo utilizado no gerenciamento. As estratégias de liquidez, como linhas de contingências e reserva mínima diária são decididos pelo Comitê de Ativos e Passivos e monitorados pela GRC – Riscos. .:: 6. Risco de Crédito
Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiro, como: desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador; redução de ganhos ou remunerações; vantagens concedidas na renegociação e custos de recuperação. A instituição conta com uma da Diretoria de Crédito, que zela pela qualidade dos ativos do Banco CSF S.A., quando da concessão do crédito, assegurando que estejam em linha com a estratégia definida e aprovada pelos acionistas, respeitando a cultura e valores por eles preceituados de forma a garantir o cumprimento das normas. Adicionalmente, para o cumprimento da Resolução 3721/09 do CMN, o Banco CSF implementou em 2010 uma estrutura de gerenciamento de risco de crédito, segregada da Diretoria de Crédito.
Sistema de Informações de Crédito (SCR)
.:: 1. O que é o SCR?
É um banco de dados constituído por informações sobre o montante das operações com características de crédito e suas eventuais garantias realizadas por pessoas físicas e jurídicas junto às instituições financeiras no Brasil. .:: 2. Qual a finalidade e uso do SCR?
- Prover o Banco Central de informações sobre o montante dos débitos e responsabilidades decorrentes de operações com características de crédito realizadas junto às instituições financeiras por ele fiscalizadas, com o objetivo de avaliar o risco de crédito a que estão expostas essas instituições e de proteger os recursos depositados pelos cidadãos.
- Permitir o intercâmbio destas informações entre as instituições financeiras a fim de subsidiar decisões de crédito e negócios. .:: 3. Forma de consulta às informações do SCR:
As informações constantes do SCR, referentes ao histórico dos clientes dos últimos 13 meses, somente podem ser consultadas pelas instituições financeiras mediante prévia autorização do cliente, sendo que este poderá acessar seus dados no SCR por meio da Central de Atendimento ao Cidadão do Banco Central. .:: 4. Como alterar as informações do SCR?
As manifestações de discordância e os pedidos de correções, exclusões e registro de medidas judiciais devem ser dirigidos à instituição financeira responsável pela informação por meio de requerimento escrito e fundamentado do cliente, acompanhado da respectiva decisão judicial, quando for o caso. Para mais informações, consulte o site do Banco Central do Brasil (www.bacen.gov.br).
O relatório abaixo apresenta as informações do Banco CSF S.A requeridas pela Circular 3.477/2009, emitida pelo Banco Central do Brasil, que dispõe a respeito da divulgação de informações relativas ao gerenciamento de riscos efetuado pelas instituições financeiras.
Relatório Circular 3477 - Pilar III 4T10
Relatorio Circular 3477 - Pilar III 2011